Perfeccionismo: inimigo do seu processo criativo.

Foto por energepic.com em Pexels.com

Você com certeza já ouviu aquele ditado: “A pressa é inimiga da perfeição”, certo? A pressa, apesar de ser uma emoção natural, traz mais desvantagens do que vantagens. Entretanto, o ideal de perfeição também tem lá seus perigos, principalmente para artistas e pessoas criativas.

E como profissional, percebo que esse ideal atinge os escritores com o famoso: “Não vou expor enquanto não ficar perfeito”. Esse é um jeito singular, porque o ideal de perfeição ´´e relativo, e sendo a escrita criativa um processo íntimo e solitário, o criador é quem define os próprios critérios de perfeição.

Nesse caso, comumente acontecem duas coisas: ou o escritor nunca está satisfeito e por isso desiste do trabalho na metade, ou ele cai na armadilha de achar que tudo o que faz é suficiente e assim se acomoda naquilo que já sabe fazer.

Para os dois casos, a solução é a mesma: encontrar doses realistas para definir os parâmetros do que é bom ou ruim. E para isso, não há uma receita pronta, mas existem coisas que você pode fazer.

A primeira delas é procurar referências em outros autores. Quanto mais autores com estilos variados você conhecer, maior se tornará seu repertório do que é interessante fazer ou não.

Você também pode (e deve), pedir uma segunda opinião. Compartilhar nos grupos de Facebook ou em plataformas de autopublicação é uma experiência super interessante, mas se não se sente à vontade, pedir a opinião de um amigo já é suficiente. E existem serviços que você pode contratar com esse intuito, tá?

Nessa etapa é fundamental saber receber críticas. Eu sei que não é fácil, mas elas são necessárias para seu amadurecimento. Então, filtre quais comentários podem te ajudar a aperfeiçoar seu trabalho e descarte o resto.

Por fim, desapegue-se da ideia de perfeição. Se tem uma coisa que faz parte do dia a dia de um bom escritor é o aprimoramento de seu estilo de escrita. É importante definir critérios sólidos do que é bom e ruim e aplicá-los, mas consciente de que eles estarão em constante mudança, e de um jeito ou de outro seu processo precisa chegar ao fim.

Bom, é isso. Espero ter ajudado. Deixe nos comentários se você concorda com o texto. Até mais!

Publicado por Ana Itagiba

Sou editora, revisora e mentora literária formada em Letras pela UFG. Também atuo como produtora cultural e de conteúdo para web. Autora das dramaturgias publicadas Patético Oásis e O experimento.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: