O curioso caso do desaparecimento da autora Agatha Christie

Você já se perdeu tanto na escrita de uma história que… desapareceu?
Se sim, parabéns! Você e Agatha Christie têm algo em comum!

Em 3 de dezembro de 1926, a icônica escritora britânica desapareceu, tendo os investigadores da época encontrado apenas seu carro vazio, abandonado às margens de um lago. Dentro do veículo, apenas o casaco de Christie.

Sem pistas e indícios de onde Agatha poderia estar, seu marido e sua filha mobilizaram a Scotland Yard, a polícia inglesa. Uma das maiores operações de busca do século XX ocorreu, mas o paradeiro da escritora – uma celebridade na ilha – perdurou por mais de uma semana. Os detetives descartaram a hipótese de sequestro, porque ninguém tinha pedido resgate ou deixado algum bilhete, mas não afastaram a possibilidade de suicídio ou assassinato – parte até de um preconceito da época com uma mulher escrevendo romances policias.

O que a Scotland viria a descobrir é que o marido de Agatha Christie à época, o oficial militar Archibald, tinha uma amante chamada Teresa Neele, e a relação entre ele e a escritora estava estremecida há tempos. A cobertura dos clássicos tablóides ingleses foi massiva, e o criador de Sherlock Holmes, sir Arthur Conan Doyle, adepto do espiritismo, chegou a levar uma das luvas encontradas no carro para um médium, com esperanças de receber mensagens do além.

Não veio do além, mas sim de uma comunicação feita à Scotland Yard dez dias depois que Agatha foi dada como desaparecida: um músico disse ter avistado a escritora hospedada em um hotel no norte da Grã-Bretanha. A polícia confirmou os fatos e encontrou a Rainha do Crime curtindo uns dias de descanso em aposentos luxuosos, sob o disfarce de… Teresa Neele!

Anos depois, já divorciada de Archibald e casada com um arqueólogo que a levava para expedições na África e Ásia, ela publicou um livro inspirado no evento da sua vida, nomeado “O mistério de Sittaford” – considerado pelo público um dos piores da carreira.

Publicado por Ana Itagiba

Sou editora, revisora e mentora literária formada em Letras pela UFG. Também atuo como produtora cultural e de conteúdo para web. Autora das dramaturgias publicadas Patético Oásis e O experimento.

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